Avatares sem alma
No futuro, os humanos dominam as viagens interplanetárias mas são derrotados por seres azuis humanoides munidos com arcos e flechas montados em lagartos com asas. É este o nível de imbecilidade que é necessário eu engolir para de alguma forma dar a toda a saga de 'Avatar', pelo menos, o benefício da dúvida; mas acresce a isto uma história sem densidade, estupidificada para uma audiência com o cérebro desligado, onde os maus são muito, muito maus e os bons são muito mas muito bonzinhos, e mesmo que Cameron quisesse fazer uma história infantil, que não quis, seria ainda duplamente mau, já que lhe faltam as cambiantes da moral e da justiça por exemplo, que nunca estão ausentes das grandes histórias juvenis.
Personagens sem motivações, diálogos parvos repletos de chavões e frases feitas, interpretações plastificadas sem emoção ou chama (mesmo tendo em linha de conta e motion capture), numa trama onde não há risco ou conflito, onde os bons se safam sem que ninguém morra e os maus são obliterados sem dó nem piedade; tudo isto embrulhado num cgi vistoso que não disfarça contudo a sua vacuidade intrínseca. Um disparate de quase 3 h.
Junta-te a nós!
Por entre estepes, cidades abandonadas, ruínas, fábricas fantasmagóricas, florestas e desertos; correndo pela vegetação baixa, escondidos nas sombras, evitando as janelas, fechando sempre as portas atrás de nós e tendo sempre um plano de fuga; somos o fim e o princípio, a esperança do derradeiro amanhecer da humanidade. Junta-te a nós! #arcraiders
A maré negra da nossa alma